A Impressora multifuncional e o Profissional multitarefas

multifuncional

Com a necessidade de ter que encaixar na agenda diversos compromissos profissionais e conciliá-los com afazeres domésticos e familiares, atividades de lazer e vida social todos nós gostaríamos de ter mais braços e pernas, e porque não, cabeças.

Nesta loucura achamos que podemos fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo, que somos hábeis e tiramos de letra o fato de escrever um email ao fornecedor de suprimentos e falar ao telefone com a professora da sua filha ou marcar uma visita ao veterinário para seu mascote.

Mas, fazer tudo “ao mesmo tempo” é bom? Será que conseguimos aprender como ser mais eficientes como a mestre do multitasking – a impressora multifuncional?  É sobre isso que o conteúdo deste post fala, vamos nessa!

Profissional multifunções ou multitarefas

As mudanças pedidas e percebidas pelo mercado com relação às habilidades dos profissionais na hora de uma contratação estão mudando.

Em O que esperar do profissional de TI do futuro falamos sobre estas mudanças (por isso recomendo que, assim que você finalize esta leitura acompanhe este conteúdo também) e como as novas habilidades estão transformando o setor de educação e o de RH.

Imagem de um garoto com um óculos de realidade virtual. Ilustra o futuro do profissional de TI.

Aí, no meio de tudo isso surgem os profissionais multifunções ou multitarefas. Parece meio óbvio não é, o nome já define o perfil.

Bem, como em todos os assuntos, e este não é diferente, existem os dois lados. Os que defendem e os que repudiam o perfil multitarefas (em inglês a expressão é conhecida como multitasking).

Veremos os dois lados, por isso, abra sua mente e agora tente não julgar as opiniões alheias, somente entenda-as para depois pensar sobre elas e sobre como você é.

Você não pode focar em várias tarefas ao mesmo tempo, com exceção de tarefas que são automáticas, como digestão e respiração.

Susan Weinschenk, Ph.D., CEO e Chefe científica de comportamento na The Team W.

Alguns pesquisadores e estudiosos falam que não existem pessoas multitarefas, mas sim profissionais que mudam de tarefa com alta frequência.

“Mudança de tarefas se refere ao fato de você ficar mudando sua atenção de uma tarefa para outra. Você pode estar mudando entre duas tarefas ou até mais”, afirma Weinschenk.

Imagine, você está fazendo um relatório e aí muda de tela para ver se entrou um email novo ou alguma urgência. Você acha que está sendo multifunções?

Não, não está. Você não continuou a fazer o relatório e olhou o email no mesmo instante. Você teve que parar de fazer um, para fazer o outro.

Partindo deste ponto de vista,  o time dos que repudiam a definição de multitarefas alegam que ela não existe.

Para a Ph.D Susan Weinschenk, toda vez que você muda de contexto, seu cérebro diminui o nível de glicose e demora para voltar ao contexto anterior.

Jeff Sutherland, cocriador da metodologia scrum de organização de tempo e de trabalho, em seu livro Scrum – A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo (Editora Leya, 2014), dedica algumas páginas para falar sobre a importância de se fazer uma coisa por vez.

Como, exemplo, ele cita o perigo entre dirigir e falar ao celular ao mesmo tempo. Alegando, por meio de pesquisas, que:

“… mesmo quando os motoristas direcionam o olhar para os objetos enquanto estão dirigindo, eles não conseguem enxergá-los quando estão falando ao celular porque sua atenção está afastada do meio externo e concentrada no meio interno, um contexto cognitivo associado à conversa telefônica.”  

Sutherland, também critica a capacidade que alguns dizem ter, a de serem malabaristas e equilibrarem infinitas funções e atividades por se fazer.  

Por isto, ele cita um estudo realizado pela Utah University, que realizou uma série de pesquisas acerca do assunto, sendo que a conclusão foi de que as pessoas têm uma visão exagerada sobre si mesmas e com a sua capacidade de executar muitas coisas de uma só vez.

O responsável pelo estudo, David Sanbonmatsu, disse em 2013 ao blog da NPR, Shots, que as pessoas não são multitarefas porque são boas nisso. Elas fazem porque são mais distraídas. Elas são conseguem inibir o impulso de fazer outras atividades.

Assim sendo, Jeff Sutherland conclui que as pessoas que fazem diversas coisas ao mesmo tempo, não conseguem se concentrar, e elas não conseguem evitar isso. O cérebro não consegue processar duas coisas ao mesmo tempo.

Um artigo publicado pela Harvard Business Review indicou que uma pessoa gasta em média 15 minutos para ter de volta a sua concentração após ser interrompido.

Nesta mesma publicação é citado ainda que a produtividade pode cair até 40% quando um profissional tenta ser multitarefa.

Ps.: Se você quer saber um pouco mais sobre este tema, sugiro que ouça o Podcast – Os seres humanos podem ser multitarefas?, do B9. Onde o leigo e curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza discutem o assunto e nuances como: Existe, no senso comum, a ideia de que podemos realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo ou mais tarefas ao mesmo tempo? Mas isso é fato ou mito de acordo com a ciência? E que tipo de consequências isso traz?

E a parte boa do profissional multitarefa?

Existem alguns fatos interessantes que parecem inferir que o conceito de multitarefa nem sempre é algo ruim. Veja:

  • Economia de tempo;
  • Ganho em produtividade;
  • Baixa propensão à procrastinação;
  • Lida melhor com situações de pressão e com prazos curtos;
  • Conseguem fazer diferentes funções ;
  • Aumenta a criatividade;
  • Trabalha em ritmo intenso;
  • Desenvolve competências como: dinamismo e proatividade;
  • Faz melhor uso da memória;
  • Aprende a lidar com a pressão;
  • Trabalha na aquisição de novos conhecimentos;
  • Melhora a percepção cognitiva;
  • Evita desordens neurológicas.

Ser multitarefa ou especialista? A saída pode estar no equilíbrio entre os dois perfis – nesta matéria do Jornal O Globo, especialistas convidados concluem que, diante da dinâmica atual do mercado, o ideal é o profissional buscar um perfil generalista sistêmico, ou seja, que tem um foco de atuação, mas que apresenta um entendimento panorâmico de outras áreas relacionadas à sua.

Ana Ligia Finamor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que:

é claro que, para atribuições operacionais, o especialista seria o mais adequado e, para funções de gestão, o generalista. Mas acho que chegar a um equilíbrio entre ambos pode dar certo.”

Impressora multifuncional

Versátil, a impressora multifuncional surgiu no mercado como uma atrativa alternativa à compra de vários outros aparelhos. Como ela acumula funcionalidades foi possível dispensar equipamentos específicos (como um digitalizador e uma copiadora).

Diferentemente do ser humano, será que uma máquina consegue executar duas, ou mais atividades, ao mesmo tempo?

Indo ao encontro das argumentações referenciadas acima, a multifuncional não faz mais de uma ação por vez. Se está imprimindo, a multifuncional não digitaliza.

Ela, em um só equipamento, consegue cumprir com várias demandas, mas fazendo uma por vez.

Agora, tire as suas conclusões: nós somos parecidos com a impressora multifuncional em nossas formas de realizar tarefas?

Multifuncional – Multifunções – Multitarefas: qualquer semelhança é mera coincidência! 😉

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