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Viralizou nas mídias sociais a alguns meses, a trend “Em que ano você nasceu?”, onde as pessoas eram entrevistadas e, quem revelasse ter nascido a partir dos anos 2000, tinha a imagem congelada ao som de uma música infantil (se não passou na sua timeline, veja alguns exemplos aqui).
A percepção de que a geração Z ainda é muito jovem é compreensível, afinal, ela representa os nascidos entre 1997 e 2010, mas… também está bem equivocada – alguns deles já estão se aproximando dos 30 anos, e ocupando cargos de decisão em empresas que contratam serviços, incluindo o seu.
Esta publicação da Forrester (empresa de pesquisas e consultorias), traz dados do estudo Buyers’ Journey Survey 2022, revelando que os millenials e a geração Z se tornaram a maioria dos compradores B2B, representando 64% e ampliando o alcance para 71% em pesquisa realizada no ano seguinte.
Os gestores precisam conhecer melhor esse perfil de cliente, que demanda abordagens diferentes das gerações anteriores, por crescerem em um mundo onde tudo acontece bem rápido e já estarem desde cedo imersos em tecnologia.
Por isso, vamos delinear com você o comportamento de compra, abordagens adotadas no atendimento e os motivos que estão os levando a não abandonar o impresso.
O comportamento de compra da geração Z e sua expectativa no atendimento
Uma geração que aprendeu a buscar tudo no Google (e, agora, no Chat GPT), realiza a pesquisa de compra antes mesmo de chegar até você, e a opinião já está formada pelo que viram no seu site, mídias sociais e reviews disponíveis online.
Neste artigo de opinião, disponível no portal Meio e Mensagem, produzido pela Fernanda Nascimento, CEO da Stratlab, denota bem o caminho que os times de marketing e vendas precisam trilhar:
“O C-level que não adapta a linguagem, os canais e a proposta de valor corre o risco de se tornar irrelevante para uma fatia crescente e relevante do mercado. Esqueça apresentações intermináveis, folhetos corporativos frios e e-mails genéricos. Para chamar a atenção da Geração Z, é preciso entregar conteúdo envolvente, verdadeiro e no ritmo certo. Eles valorizam interação rápida, clareza de mensagem e consistência entre discurso e prática.”
Por conta disso, o comercial deve fugir do discurso tradicional, demonstrando mais evidências práticas com resultados reais, indo além de apenas uma apresentação comercial longa que abrange só argumentos.
A rapidez na resposta a levantada de mão para o comercial é um sinal importante e demonstra competência e interesse, conforme comentado anteriormente, é uma exigência atual em um mundo onde tudo acontece de maneira acelerada.
Ter uma presença digital que educa, cases de sucesso que demonstrem resultados reais e um processo comercial que leva em conta o ritmo deles fará toda a diferença na hora da venda.
Em complemento, o artigo ainda aborda que essa geração valoriza marcas que refletem sua identidade e propósito, indo além de preço ou durabilidade. Eles esperam autenticidade, especialmente de líderes como CEOs, e se conectam mais com comunicações personalizadas e próximas, onde a microinfluência se mostra mais eficaz do que a comunicação de massa.
Quanto ao atendimento, a Zendesk destacou algumas escolhas que são características da geração Z e as difere dos millenials, sendo:
- Preferência por opções de autoatendimento;
- Acredita que experiências personalizadas não são exclusivas de marcas premium;
- Passa mais tempo pesquisando antes de realizar uma compra;
- Menos preocupada com questões de privacidade de dados.
Além disso, valorizam a transparência sem a necessidade de estar sempre questionando e buscam por um relacionamento direto com quem faz, não só com quem vende, apreciando o acesso ao time técnico.
Insights sobre o comportamento, segundo o Sebrae
Na publicação Como é o comportamento do consumidor da geração Z, o Sebrae elencou 06 características relacionadas aos seus hábitos de consumo, que vem ao encontro a nossa conversa, complementando o que observamos até aqui:
01) Querem fazer a diferença no mundo, valorizando a sustentabilidade e transparência, apoiando marcas engajadas em causas sociais, ambientais e políticas.
02) Como nativos digitais, esperam experiências rápidas, fluidas e sem barreiras, com navegação simples e eficiente.
03) Querem comprar de marcas com as quais se identificam, buscando empresas alinhadas aos seus valores e querem conhecer a origem e o processo por trás dos produtos.
04) Desejam ter experiências exclusivas e individualizadas, dando mais importância à experiência do que ao produto, exigindo personalização e alto nível de qualidade no atendimento.
05) Compram por recomendações, pesquisando previamente e valorizando opiniões e indicações, respondendo bem à prova social e influenciadores.
06) Priorizam bem-estar e qualidade de vida, trocando de marca facilmente quando não estão satisfeitos.
A geração Z não está abandonando o impresso
Te contamos que as pessoas ainda adoram imprimir no papel, e esse comportamento está sendo impulsionado tanto pelos millenials, quanto pela própria geração Z.
Essa visão é reforçada pela Quocirca nesta matéria, realizada com base no estudo Future of Work 2030, produzido por eles, com 800 decisores de TI e trabalhadores do conhecimento.
Ela aborda a ideia da busca por experiências offline em um mundo digital como forma de desconexão, fazendo com que o impresso seja valorizado por sua autenticidade, confiança e experiência sensorial.
No trabalho, isso se traduz no uso do digital pela praticidade e o físico pelo impacto e credibilidade. Diferente das gerações prévias, que veem a impressão como algo ultrapassado, os mais jovens a utilizam de forma estratégica e com propósito.
De acordo com o estudo, há destaque em uma mudança que surpreende: os trabalhadores mais jovens são menos resistentes ao uso de impressão do que os mais velhos, tanto hoje quanto em suas expectativas para 2030.
Apenas 20% dos trabalhadores com mais de 45 anos acreditam que a impressão será muito importante para seus negócios até 2030. Entre pessoas de 18 a 34 anos, esse número sobe para 27%.
Embora o volume de impressão nos escritórios possa não crescer, ele deve se estabilizar como parte de um ambiente equilibrado. Com apenas 18% das organizações operando atualmente sem papel, o impresso e o digital continuarão coexistindo no futuro próximo.
No Brasil, esse contexto pode ser visualizado a partir do Dossiê do Outsourcing de Impressão, que traz em seu conteúdo o volume médio anual de impressões por equipamento, e serve como base para entender as mudanças:

Fonte: Dossiê do Outsourcing de Impressão 2025-2026
Para a Quocirca, isso significa reposicionar o impresso como complemento ao digital, aproveitar o renascimento do escritório onde o impresso apoia naturalmente colaboração e experiências compartilhadas e atender às expectativas dessa nova geração. O futuro é híbrido, com ambos (físico e digital) coexistindo de forma estratégica.
O Blog da PrintWayy tem várias categorias te esperando!
Amplie seu entendimento sobre o mercado de outsourcing de impressão dando uma olhada em outras publicações, temos 11 categorias diferentes por aqui, como Empreendedorismo e Gestão e Vendas para Outsourcing de Impressão, repletas de conteúdos que podem ser lidos e, alguns, até ouvidos no Spotify. Aproveite! 🙂
